António Costa e Isaltino Morais desvalorizaram ontem qualquer tipo de polémica com as câmaras municipais do Porto e Gaia e mostraram-se bastante satisfeitos pelos números que lhes foram apresentados: o impacto da Red Bull Air Race na região da Grande Lisboa está avaliado em 40 milhões de euros.
Quando Costa e Isaltino usaram da palavra a polémica já sido esbatida por Bernd Loild, CEO da empresa promotora do evento, que explicou as razões da mudança do local. Loild falou em “limitações técnicas” para dizer que o traçado no rio Douro não era o mais apropiado tendo em conta as recentes melhorias na aerodinâmica dos aviões. “Cada vez mais a corrida requer maior perícia e para tornar o espetáculo ainda mais aliciante o material utilizado é muito sofisticado. Precisávamos de um percurso mais aberto”, garantiu Loidl, agradecendo o apoio manifestado pelas câmaras de Lisboa e Oeiras.
A prova tem como cenário o rio Tejo, entre a Ponte 25 de Abril e a Torre de Belém, e realiza-se no primeiro fim-de-semana de setembro. O acordo é apenas válido para 2010 e para a transmissão são alocadas 40 câmaras de TV e o áudio é 5 vezes superior ao utilizado nos concertos dos Rolling Stones.
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